
Algumas angústias se fortalecem ainda mais nestes últimos momentos de um curso de bacharelado em dança.
Mesmo estando eu, pesquisando (o que é pesquisa mesmo??) algo de meu maior interesse, com o que trabalho já a tempos, que parece ser um campo seguro (não previsível, mas de domínio), por que encontramos tantas dificuldades em discorrer sobre determinadas experiências? Será que eu não dou conta??
É possível que as relações que estou tentando estabelecer não estejam acontecendo e que a pesquisa não se configure??
O que caracteriza um trabalho coreográfico baseado em um processo de pesquisa de conclusão de curso, ou o que o difere de outro sem esse embasamento todo?
Onde está o começo desta pesquisa (ou, qual o “estado anterior”, segundo GREINER) já que alguns questionamentos me acompanham a mais tempo e quando isso se conclui se é um processo? E se eu não chegar a nenhuma conclusão diferente de onde parti??
Como alterar realmente meus padrões, se já estou acostumado com eles?
“Existe um padrão no ato de criar??” (Helena Bastos)
Sinto-me como se tivesse que encarnar outra pessoa para olhar e falar do meu trabalho. Não tenho problemas em apontar minhas metodologias ou lógicas de organização, mas me perco ao ter que analisar alguns elementos, pois teria que escolher um ponto de vista. Talvez fosse mais fácil se eu não conhecesse outras possibilidades...
Uma das primeiras perguntas de minha orientadora, para a qual eu continuo sem resposta: “Que tipo de artista eu quero ser?”
Definitivamente, este trabalho pode ser considerado como a conclusão de um curso ou de uma disciplina, mas não de um estudo, muito menos definir que profissional eu sou, pois são os caminhos que delineiam uma pesquisa.
“Os sistemas em evolução apegam-se a estabilidade em seus esforços em permanecer”. (VIEIRA 2006) – Isso significa que nem tudo esta perdido?? Eu sou um sistema em evolução??
Só pra constar: O que hoje é atual e contemporâneo, passará a ser folclore em uma época futura. - Que venha outro pesquisar sobre essas complexidades!
Luis Gustavo Guarize

Oi Gus!
ResponderExcluirEsse momento pelo qual você está passando, é justificado porque é onde está sendo gerada a instabilidade causada pela mudança. Não relute, acredito que aparecerá um plano “B”, a alternativa é nos apoiarmos e emprestarmos o ombro sempre que for preciso. Nos processos criativos, inerentes à nossa vontade, há pesquisa e há cobrança sim! A grande dificuldade que tenho encontrado, apesar do incentivo dado, reside na escrita, como descrever o efêmero? Como sustentar o subjetivo? Já para Helena Katz, a compreensão dos acontecimentos neuronais que tomam a forma de pensamento é outro acesso a dança. Nessa linha de raciocínio, todo o período que você tem disponibilizado refletindo teus procedimentos está sendo corporizado ampliando teu repertório.
Se você estiver precisando de um ombrinho nesse momento, sinta-se a vontade para apoiar-se no meu!
Kotaka
Pois é Gus.Nessa reta final de mais 2 mêses de pesquisa apenas, nos encontramos com muitas duvidas e conflitos relacionados ao nosso trabalho individual.O que cabe agora é apoio de todos os lados!Mas principalmente deixar acontecer, e as vezes parar de pensar em tudo.Deixar que as idéias venham naturalmente de seu interior, da sua forma de dança, da sua pesquisa individual.
ResponderExcluirForça que a gente concegue!Uma etapa já foi vencida esta semana na Mostra...agora é a reta final!Boa sorte pra todos nós!
Greyce Lucca!!!
LG!!!
ResponderExcluirCara a pesquisa ta toda ai, é sim nessas perguntas todas... isso ja te faz mudar e pesquisar a sua dança de onde ela veio e para onde ela quer ir e para onde vai!!!
acho mesmo que estamos numa reta final, e não que cheguemos até ele o curso termina sim às vezes não nos vejamos por um bom tempo mais eu acredito muito na sua Dança e em você também
P.S Muito gostoso te ver se mover
OBRIGADO.