Essa pergunta tem insistido um pouco em minha cabeça esses últimos tempos, principalmente depois da Amostra de Dança da FAP. Indagações do tipo: "por que faço isso?", "o que me motiva?", "pra quê?", "será que é interessante?", "será que devo expô-lo ao mundo", "qual a relevância desse trabalho?". Questionamentos que ficaram mais latentes com a Amostra.Entendo que o evento é para discutirmos e analisarmos pensamentos referentes a dança e seus procedimentos. Entendo que hoje em dia dentro de nossa faculdade há preocupação e interesse em direcioná-la ao universo científico-acadêmico. Mas minha inquietação é: E A ARTE DA DANÇA? E A EXPRESSIVIDADE DA DANÇA? E A COMUNICABILIDADE DA DANÇA? E A SENSILIZAÇÃO DA DANÇA? Não sei, posso estar sendo antigo, ultrapassado, antiguado, mas sinto falta dessa preocupação, dessa discussão, desse norte; e penso: será que com essa história de científico não estamos correndo o risco de perder a arte, nos tornando frios, calculistas, tecnicistas, intelectualóides? Não confundam o meu discurso. Não estou dizendo que não devemos racionalizar, ou intelectualizar, ou concientizar a dança, mas que não devemos deixar de atentar que dança é arte, e é abstrata, e faz parte das ciências humanas, e não é algo concreto como uma ciência exata fria. Poderia estar falando do meu processo e tal, mas me parece irrelevante a que realmente importa. A DANÇA!
Ps. não é nenhuma crítica ao trabalho dos meus colegas de curso e profissão. É apenas um parecer, uma opinião, no que concerne a forma de articulação de conhecimento da nossa faculdade.
Heleno Moura

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