quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Face: luz e cena

...Ha um consenso entre iluminadores, quase que como esquemas pré-estabelecidos, bailarinos devem ser iluminados por focos laterais para ressaltar o aspecto escultural dos corpos, descrever os movimentos nas dimensões de comprimento e profundidade.
De fato, a iluminação lateral proporciona tudo isso, mas ela é uma possibilidade e não uma receita.
A luz tem se aproximado cada vez mais de Face, e Face tem se construído a partir da relação com a luz, como diz Roberto Camargo "luz e cena podem ser entendidos como processos de comunicação c0-evolutivos".
Desde o momento em que a iluminação cênica entrou para ambientes fechados carregou consigo uma visão externalista, ou seja, era entendida como um elemento separado, como algo fora do processo de comunicação. Esse pensamento se fortificou no movimento naturalista, que passou a utilizar a iluminação a partir de uma concepção pictórica; como se a cena fosse um quadro ou imagem representativa da realidade e desta forma a luz obedecia as determinações da cena.
Com o passar do tempo novas possibilidades de se pensar a luz emergiram do ambiente, e é no movimento simbolista que a iluminação cênica passa a ser entendida como parte integrante da cena capaz de inventar continuamente e reciprocamente o espaço, construindo novas espacialidades, diminuindo assim o aspecto pictórico através da busca de uma luz mais viva para uma cena viva, percebendo-se que a luz trocava informações com a cena dialogando com ela no momento mesmo da performace.
É a partir desse pensamento que a cena de Face vem sendo construída, do dialogo entre corpo e luz e das possíveis possibilidades que possam emergir dessa relação . Criando assim novas espacialidades para que o publico possa observar corpo, movimento e situações de diferentes ângulos.



REFERÊNCIA:

CAMARGO, Roberto Gil. Luz e Cena: processos de comunicação co-evolutivos.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Sobre Tramas e Tramóias



Comecei a perceber nos últimos momentos que era a hora de olhar para os rastros do caminho e fazer o exercício da reflexão, perceber tudo que já estava, que já é, o que tenho construido até aqui e assim poder dar encaminhamentos e finalizar alguns processos.


É necessário compreender que dentro da pesquisa etapas se finalizam, se tranformam em outras possibilidades de caminhos. Neste momento a criação se bifurca em dois processos que mesmo autônomos se complementam, fomando redes de troca. O exercício é tentar separar as funções, mesmo entendendo que os caminhos ainda se cruzam.


Comecei pesquisando o que me interessava dentro do trabalho á existente intitulado "embolação", a idéia era que fosse um estudo de caso, porém tudo foi se reconfigurando e ganhando outras possibilidades de existir. Escolhi então, com o auxilio de orientação a buscar dentro dessa proposta artistica uma questão que eu acreditava ainda necessitar de um processo de verticalização. Hoje alguns rastros ficam mais claros, lembro de escolher como objeto de investigação a "amarelinha", que em muito me interessava, mas eu não sabia ainda bem o por quê.


Era um momento simples dentro do trabalho, existiam muitos outros que a primeira vista pareciam mais interessantes para um aprofundamento, porém refletindo agora, consigo perceber que, talvez o que tenha chamado a atenção era a questão que se verificava com as crianças quando passavam pelo jogo. A amarelinha que ja era lugar comum, instituido com um fim ja conhecido e reconhecido por todos, que as vezes estimulava e outras vezes não. O que mobilizou a investigação foi a possibilidade de encontrar outras formas de complexificação do jogo, do espaço que poderia ser ressignificado, reinventar seus modos de existência na memória coletiva. Muitos corpos não se motivavam com a proposta do jeito que se apresentava.


Foi importante verificar e isso só consigue ser perceptível agora, o jogo cresceu, se desenvolveu, se complexificou, foi pra muitos lugares, sensações,construindo outros espaços e organizando um corpo preparado para estar, pronto para a vida, para tocar o mundo em outras versões, para estar na rua de um jeito nunca antes percebido.


Seguiu-se em frente, foram surgindo outras possibilidades, imagens que eram construídas durante a movimentação e investigação, surgiram animais, galinha, macaco, uma questão do corpo articulado, do pescoço que se move para caminhada poder acontecer, algo conectado, será que ela andaria se segurassem o seu pescoço? Talvez! Será que, se a cabeça não se organizasse com aquele movimento a galinha conseguiria mover outras partes? Questões que surgem no caminho. Seguindo além, vieram histórias, as pessoas contam suas histórias de infãncia, lembranças, relação com os modos de como brincavam, tudo foi sendo registrado pelos ouvindos, em cursos para professores, na secretaria de educação, em paranaguá, pessoas de diferentes idades que começavam a se lembrar de suas memórias, o que muito movia a criação, então segui em busca da construção que poderia ser elaborada a partir dessas memórias, que movimentos essas falas teriam, que corpo ocupariam e uma pergunta sempre batia no corpo, "e a linha?".


A linha da amarelinha começou a chamar atenção, como era focada a questão da linha dentro da pesquisa, o que ela significava, como alterava o espaço? Comecei a desconstruir o espaço tradicional da amarelinha, e o que ficava de tuda essa relação espacial tradicional, após todas as experimentações era a linha que ainda me movia, então achei que o trabalho tinha essa relação que se dava na direção da e com a linha. Linha da vida, dos desenhos no espaço, do traço da criança, do contorno e como a linha se relacionava com tudo no trabalho.


Comecei a acreditar que o nome do trabalho tinha que ter relação com a linha, busquei coisas como "AMAR é Linha" mas em nada se relacionava com o tipo de pensamento que se ordenava dentro do trabalho, foi então que surgiu a palavra "trama" tentei comê-la antropofagicamente e no dicionário construia sentidos, possuia forte relação com os fios do tecido que constróem uma rede, fios que se cruzam, tecido, textura, astúcia, enredo, conspiração, maquinação e tramóia, a relação com as histórias, linha do tempo, infância, fio da urdidura, que formam tecidos, teias, trama ou tramóia e as coisas começaram a fazer mais sentido, as pontas começaram a se encontrar, pontas dos fios se conectando e dando sentidos as idéias.


Acredito que a pesquisa está nessa lugar de reconfiguração cênica, na organização de uma dramaturgia que ja existe, mas que se lapida com cuidado. Estou TRAMANDO coisas!



Clayton Leme - Pesquisador 4 ano - Dança

Evolução


Foi muito gratificante participar da mostra com a apresentação prática dos artigos, pois vê-se a evolução de todos em relação aos seus trabalhos.
Para mim, poder mostrar os estudos e as relações envolvidas na dança de salão e perceber que os meus colegas compreendem melhor a cada vez que apresento é muito importante.
Apesar desse quarto ano ter divergências de pensamento e linguagens na dança, sinto que os trabalhos estão sendo bem aceitos e respeitados. Assim como quero abrir o campo de visão dos meus colegas para compreenderem outros tipos de dança, eles abrem o meu me mostrando coisas que eu nunca teria pensado em pesquisar.
Porém acho que ainda falta definir mais a parte artística e expressiva dos trabalhos, pensar no comprometimento com o público que assiste, no que para ele seria importante conhecer a sua pesquisa, porque este nem sempre vai em busca só do científico mesmo sabendo que se trata de trabalhos acadêmicos.

Mariana Reis

Informações inconscientes.....


....caminhamos, corremos... são inúmeros músculos agindo sincronicamente. Se pretendêssemos conscientemente movimentar cada um desses músculos ao correr, por exemplo, imediatamente cairíamos. Respiramos, e, poucas pessoas sabem com exatidão quais músculos externos e internos deveriam mover. Quem é capaz de movimentar conscientemente cada músculo da língua, dos lábios, do pescoço, dos pulmões, do peito... que intervém na fala? Mesmo sem estarmos conscientes desses movimentos, eles acompanham nossos corpos em todas as atividades.
Para Ferraz (1999), a consciência do corpo passa a se fixar na energia, nas articulações, apenas nos movimentos, não tendo envolvimento com as emoções ou pelas imagens de uma narrativa, desvencilhado, portanto a normal situação em que a consciência governa e embasa a consciência do corpo. Para que a consciência do corpo emerja é necessário descentrar a consciência, fazer com que esta perca seus pontos de referência e partida habituais. Este ponto é apenas dos tantos relevantes, levando em consideração que o ato da consciência é a sua expressão e que não é só o ato de consciência que provoca a "mímica" externa, mas também dá-se o inverso: a "mímica", o gesto, a atitude, etc. tendem a provocar a idéia, a imagem, o sentimento... Ou melhor, provoca-os no inconsciente e daí tende a surgir no consciente e vice e versa caracterizando fases cíclicas destas trocas de informações.
Vemos então de que modo José Gil produz um conceito de “inconsciente” “desumanizado” e, por assim dizer, “exterior”, um conceito de inconsciente além do humano, além da hierarquia do organismo e do encontro do interior/exterior. E isso em vários sentidos: como inconsciente não mais remetido a subjetividade banal, mas como um inconsciente revertido sobre a pele, interface interior-exterior, espaço contínuo de fluxo de energias libertadas.

O que emerge desta questão é um pensamento muito fértil e potente sobre o corpo, sobre o movimento, a dança, a arte, capaz de fertilizar e muito os horizontes em relação a este corpo.

Referencias
FERRAZ, Maria. Percepção, subjetividade e corpo: do século XIX ao XXI, 1999.
GIL, José. Movimento total – o corpo e a dança. Lisboa: Relógio D’Água, 2001.

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Rafaela Bolinelli Goede

Aspectos SOB um OLHAR




"SOB" um OLHAR

Imagem gerada por um corpo estendido.

Relações que constroem um conceito de imagem gerada a partir de extensões corporais. Entretanto, tais relações apenas se tornam plausíveis na instancia da co-existência.

Extensões corporais que dialogam entre si e se entrecruzam:

Patins – promotor de possibilidades de movimento;
Espaço – alteração câmera/corpórea;
Mídia – direcionamento do olhar [espectador].

É importante ressaltar que as relações se alteram na medida em que se entrecruzam, gerando possibilidades que só se fazem presentes sob o aspecto desta relação. Cada vez que se olha para essa tríade, novas opções artísticas surgem, talvez essa pesquisa não tenha um produto artístico final (pelo menos por agora), o que faz meu interesse aumentar ainda mais pela pesquisa....

Os Patins, enquanto signos carregam fortes laços com a significação da patinação artística, embora essa linguagem não seja abandonada por completa, seus reais valores se modificam (e estes sim são deixados de lado), está se investigando as possíveis relações deste elemento/objeto que se confunde com o próprio corpo, pois não está como algo ‘a mais’ em um corpo que dança, mas sim uma coisa só, uma extensão corporal, que alonga, que faz parte do todo. Alteram-se os modos de olhar, com o auxilio da mídia (a câmera, a computação digital) que tira o olhar do espectador enquanto observador, aquele que só assiste de fora, e o trás ‘sob’ aspectos de um novo olhar, desta vez, direcionado. O espaço está intrinsecamente em co-relação com o corpo e o patins, uma vez que extrai a dança do lugar espetáculo e os patins do show de patinação para o ‘urbano privado’, a coexistência (conjunta) desses três elementos sugerem sensações ao espectador, que sai do bi para o tridimensional.
Jéssica Gardolin

Quando e porque mostrar?

Essa pergunta tem insistido um pouco em minha cabeça esses últimos tempos, principalmente depois da Amostra de Dança da FAP. Indagações do tipo: "por que faço isso?", "o que me motiva?", "pra quê?", "será que é interessante?", "será que devo expô-lo ao mundo", "qual a relevância desse trabalho?". Questionamentos que ficaram mais latentes com a Amostra.
Entendo que o evento é para discutirmos e analisarmos pensamentos referentes a dança e seus procedimentos. Entendo que hoje em dia dentro de nossa faculdade há preocupação e interesse em direcioná-la ao universo científico-acadêmico. Mas minha inquietação é: E A ARTE DA DANÇA? E A EXPRESSIVIDADE DA DANÇA? E A COMUNICABILIDADE DA DANÇA? E A SENSILIZAÇÃO DA DANÇA? Não sei, posso estar sendo antigo, ultrapassado, antiguado, mas sinto falta dessa preocupação, dessa discussão, desse norte; e penso: será que com essa história de científico não estamos correndo o risco de perder a arte, nos tornando frios, calculistas, tecnicistas, intelectualóides? Não confundam o meu discurso. Não estou dizendo que não devemos racionalizar, ou intelectualizar, ou concientizar a dança, mas que não devemos deixar de atentar que dança é arte, e é abstrata, e faz parte das ciências humanas, e não é algo concreto como uma ciência exata fria. Poderia estar falando do meu processo e tal, mas me parece irrelevante a que realmente importa. A DANÇA!
Ps. não é nenhuma crítica ao trabalho dos meus colegas de curso e profissão. É apenas um parecer, uma opinião, no que concerne a forma de articulação de conhecimento da nossa faculdade.




Heleno Moura

domingo, 27 de setembro de 2009

Falas de Corpo, Som e Movimento!

Relação dessas diferentes linguagens dentro de uma percepção de corpo como instrumento!Partindo do diálogo entre esse corpo, o som e o movimento que ele proporciona.Articulando jogos que vem através da improvisação e da escuta corporal dentro de um grupo de quatro pessoas.
O processo de pesquisa se objetiva a mostrar a relação entre a escuta do som que gera uma motivação, promove uma escuta do corpo e o desenvolvimento dessa relação estímulo/ação. A pesquisa aponta o jogo entre corpo, som e movimento que se demonstra nessa experiência e provoca a comunicação entre estes dois estímulos.
Nesses últimos mêses de estudos e experiências para a etapa final...O fechamento da célula se forma e ganha vida nesses ultimos dias!!!
E o processo continua...agora no como costurar tudo que tenho e partir para uma finalização objetiva do meu tema principal!?!

Greyce Lucca Aita

sábado, 19 de setembro de 2009

A dinâmica das oposições

A reflexão sobre a dinâmica das oposições, um dos princípios propostos por Eugenio Barba (1995), a qual pode colaborar na elaboração da presença cênica tornou-se minha proposta de pesquisa. Sempre presente nos movimentos cotidianos, quando usada conscientemente pelo artista, a oposição dilata seus espaços articulares dando outra conformação ao entendimento do corpo. Expandindo e projetando voluntariamente sua expressividade, o estudo das oposições transporta o corpo a mais uma maneira de compor processos criativos, descortinando-se em um universo de relações e possibilidades de estruturação de uma dança que pode estar onde menos se espera. Qualidades intrínsecas contidas no movimento, perdidas pela displicência ou desconhecimento de um potencial que, numa forma consciente de abordagem, aflora e seduz agora não mais apenas o espectador, mas o seu interprete, de maneira profunda e sensível, é o momento onde se dá o entendimento e a compreensão de um olhar único e indizível do artista do corpo.

Regina Kotaka

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Questionamentos de um processo (?) de pesquisa... Crise de identidade!



Algumas angústias se fortalecem ainda mais nestes últimos momentos de um curso de bacharelado em dança.
Mesmo estando eu, pesquisando (o que é pesquisa mesmo??) algo de meu maior interesse, com o que trabalho já a tempos, que parece ser um campo seguro (não previsível, mas de domínio), por que encontramos tantas dificuldades em discorrer sobre determinadas experiências? Será que eu não dou conta??
É possível que as relações que estou tentando estabelecer não estejam acontecendo e que a pesquisa não se configure??
O que caracteriza um trabalho coreográfico baseado em um processo de pesquisa de conclusão de curso, ou o que o difere de outro sem esse embasamento todo?
Onde está o começo desta pesquisa (ou, qual o “estado anterior”, segundo GREINER) já que alguns questionamentos me acompanham a mais tempo e quando isso se conclui se é um processo? E se eu não chegar a nenhuma conclusão diferente de onde parti??
Como alterar realmente meus padrões, se já estou acostumado com eles?
“Existe um padrão no ato de criar??” (Helena Bastos)
Sinto-me como se tivesse que encarnar outra pessoa para olhar e falar do meu trabalho. Não tenho problemas em apontar minhas metodologias ou lógicas de organização, mas me perco ao ter que analisar alguns elementos, pois teria que escolher um ponto de vista. Talvez fosse mais fácil se eu não conhecesse outras possibilidades...

Uma das primeiras perguntas de minha orientadora, para a qual eu continuo sem resposta: “Que tipo de artista eu quero ser?”
Definitivamente, este trabalho pode ser considerado como a conclusão de um curso ou de uma disciplina, mas não de um estudo, muito menos definir que profissional eu sou, pois são os caminhos que delineiam uma pesquisa.
“Os sistemas em evolução apegam-se a estabilidade em seus esforços em permanecer”. (VIEIRA 2006) – Isso significa que nem tudo esta perdido?? Eu sou um sistema em evolução??

Só pra constar: O que hoje é atual e contemporâneo, passará a ser folclore em uma época futura. - Que venha outro pesquisar sobre essas complexidades!

Luis Gustavo Guarize

terça-feira, 15 de setembro de 2009

...lendo, dançando, escrevendo, filmando...

bruna spoladore disse:
Olá!
Bom, continuando a pesquisa, gostaria de compartilhar muias informações que estão me atravessando, de passagem por mim e que estou muito atenta a realmente quais permanecerão; ter duas orientadoras, uma da FAP e uma do programa da Casa Hoffmann realmente está sendo enriquecedor pelos olhares e ao mesmo tempo difícil pelo mesmo motivo,que acre um leque de possibilidades e escolhas.
Andei lendo outros textos sobre imagem, um deles é o livro da Cia de teatro Obragem e que tem uma relação muito forte com imagens durante todo o seu processo de criação e o outro é o livro "Num piscar de olhos" de Walter Murch pelo qual me apaixonei! Ele compara o processo de piscar os olhos com as edições de filmes, e afirma que esse processo tão natural de piscar talvez esteja associado ao pensamento, quase como pontos finais de nossos pensamentos, estou pensando algo, concluo, pisco, ou pisco e mudo meu pensamento para outra direção. Por causa de todas essas leituras meu trabalho está muito voltado para o olhar de passagem e me pego muitas vezes lembrando do trabalho da Aline, que também fala sobre esse observar e ser observado e sobre esse olhar mais tridimensional.
Criei um blog no qual coloquei experimentos mais antigos e a mostra pública da Hoffmann, quem tiver interesse em OLHAR o endereço é: http://www.dancaempassagem.blogspot.com/
bom, é isto, no mais estou ansiosa para a mostra!
vamo que vamo, agora já tá no fim!
Bruna.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Desvio

Desvio apresenta um diálogo entre teoria e prática. Trás alguns conceitos que indicam pistas para discutir o corpo - ação, reorganização, mapeamento e fluxo de movimento. A pesquisa propõe modos diferenciados de investigar o estudo do movimento no corpo, propondo um entendimento de como perceber e reorganizar o corpo através das ações de ir e vir. Que tem como problematização desse ir e vir no espaço, a ação de desviar, que aparece como uma tomada de decisão, decisão de modificar, que é entendida aqui como um modo escolhido para gerar uma imprevisibilidade/instabilidade nesse corpo que está em movimento constante, e perceber/identificar como esse corpo lida com esse imprevisto. O que esse corpo acessa para se reorganizar? Para desviar eu saio de uma trajetória. E para voltar pra essa trajetória? O que mobiliza essa volta?

Isabela Schwab.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Olá Galera!!!

Peter Abudi Falando, pois é, estamos quase em Reta Final não é!!! qui medo e que delicia. Termos esse espaço aqui para poder dividir os nosso medos, erros e acertos.
A Mostra da FAP esta ai e a Configuração do meu trabalho Prático está meio encalhada rsrsrs pra variar, mais não é que lendo uns textos ai que o Prof Giancarlo passou encontrei isso e vem de encontro com a minha pratica de DANÇAR!!!! é um pouco disso que quero dividir aqui com vocês esses MEDOS/VONTADES que quero colocar no Mundo.
Nos falamos...

O Cego, O Corpo, O Movimento.

Mais do que palavras, mais do que a Comunicação escrita, muito mais do que gestos, meu corpo fala... deixo-o falar, afinal ele tem muito a me dizer e a me ensinar... Ele é uma ponte de comunicação entre mim e o mundo, as pessoas... Deixo a minha imaginação tomar conta de mim, meus pensamentos já estão longe demais para que eu possa alcança-los... Sou tomada por sentimentos diversos, tudo vêm à tona no momento em que estou dançando... Sinto-me parte de tudo, tenho consciência do meu corpo, do espaço, do que estou transmitindo àqueles que me assistem... Exploro o espaço e encontro milhões de possibilidades até então desconhecidas por mim... "FALO" sem medo, "FALO" tudo o que tenho Vontade, me sinto leve e despreocupada. Encontro nos "erros" outras maneiras e possibilidades - possibilidade de sentir o mundo. A música, o tempo físico, os meus pontos de referência me dão a consciência do espaço em que me encontro... Sim, porque em determinados momentos ele não existe mais, não existe por instantes talvez longos demais para quem assiste, porque eu estou além de todas essas coisas perceptiveis... Minhas lembranças se fazem presente pela memória cinestésica, porque "sinto" as coisas tocando em mim... Por alguns momentos rimos, rimos de nós mesmos e, com o riso construimos mais e mais movimentos... Tudo se torna infinito, tudo se pode quando se quer e principalmente, se gosta.


Juliana Grando Peixoto
2003


É isso ai!!! nessa escrita que encontrei posso ver um pouco mais as minha sensações também e assim Dançar um pouco mais o que sinto... esse texto é da tese de Magda Bellini " A Comunicação do Corpo A Partir da Não Visualidade: um estudo teórico Prático".

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

"...Não tenho arma,mas posso cuspir"

"Até trinta polegadas do meu nariz,
Estende-se a fronteira da minha Pessoa,
E todo o ar vazio neste espaço
É um pago, ou domínio privado.
Estranho, a não ser com olhos que convidem ao amor,
Convoco-o a confraternizar,
Tenha cuidado para não atravessa-lo rudemente:
Não tenho arma, mas posso cuspir"
W.H. Auden
"Prologue: The Birth of architecture"



- UM DOS MATERIAIS QUE ADENTRAM A PESQUISA "QUANDO AS BOLHAS SE ENCONTRAM".
ALGO COMO INSPIRAÇÃO, E QUE DEPOIS DE UM TEMPO EM UMA DAS GAVETINHAS DA PESQUISA, RETOMA HOJE DE MANEIRA IMPORTANTE.

Loana Campos
Setembro 2009