“Rigorosas leis mecânicas estabelecem acontecimentos. Os átomos, contudo, se desviam, imprevisivelmente, da linha reta, numa prática de liberdade legitimada dentro da própria lei. Do caráter estritamente físico do mundo brota o imprevisível (o desvio), mas como previsão (pois afiança que, em algum momento ocorrera o desvio). Poesia onde o vácuo apresenta tão concreto quanto os corpos sólidos.”
( Katz,H. – Um, Dois, Três. a dança é o pensamento do corpo;p.65,2005)
A minha pesquisa trás para o espaço questões de imprevisibilidade, desvios, que aparecem para modificar, problematizar e dificultar no corpo os momentos de “reorganizações corporais” que é um dos focos principais desse trabalho. Defino desvio com o um corpo que corta, desvia, cruza, vai e volta numa mesma via de uma ponta a outra, construindo um caminho que tem uma trajetória espacial e decide os momentos que segue nessa trajetória e os momentos em que sai dessa rota e busca outros lugares para se organizar, criando outra rota para desenrolar sua dança. O corpo dentro dessa rota caminha num encadeamento de partes isoladas num fluxo que é contínuo, mas que pode ser interrompido a qualquer momento. São cruzamentos, encontros e distância que geram acidentes, são várias entradas e saídas, várias bifurcações que se cruzam no corpo pensante, são adaptações, ajustes, caos que geram um estado de risco e tensão no espaço, são momentos de escape, como desviar de uma pedra no meio do seu caminho.
Isabela Schwab.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
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Risco, mudança de tragetória repentina, busca de soluções, saber a hora de agir e de parar... É como nossa vida, que nos surpreende a cada dia, pois não sabemso o que vai acontecer no próximo minuto. Saber lidar com os fatos que nem sempre são esperados faz parte do nosso cotidiano e é barbaro transformar isso na linguagem dos movimentos, transformar o que é tão sacrificioso em arte e pequisa.
ResponderExcluirAdoro.
Karin CHaves